O Design Livre no projeto do Drupal

Um caso aonde podemos observar muito bem a proposta de Design Livre sendo aplicada é o projeto da versão 7 do CMS Drupal. Segundo Leisa Reichelt, que trabalhou no projeto junto com a Mark Boulton Design, foi feito um processo de UX aberto, onde todo trabalho foi compartilhado através do blog D7UX, como princípios de design ou vídeos da estratégia, assim como rascunhos e protótipos foram publicados em troca de feedbacks.

via UXBlog: O Design Livre no projeto do Drupal.

Porque usar software livre no design?

Também acredito em outras questões – essas sim de cunho mais ideológico – de que o que impulsiona o movimento pelo software livre não é o fato de o mesmo ser economicamente viável ou tecnologicamente sustentável, mas sim o fato de ser socialmente justo. Acredito que para haver uma independência econômica para o Brasil e outros países, uma das principais necessidades é que se tenha autonomia tecnológica. As possibilidades que os softwares livres trazem para o aprendizado e a produção tecnológica permite que seja reduzida a dependência que temos hoje das empresas estrangeiras, e o uso de ferramentas livres estimula a produção de software de código aberto, ajudando a proporcionar essa autonomia tecnológica.

Via Agni.Art  Porque usar software livre no design?

Design & Software Livre na Prática

Nessa palestra, procurei mostrar um pouco da minha própria experiência profissional com ferramentas como GIMP e Inkscape, apresentando cases e falando um pouco sobre como o meu processo de migração para essas ferramentas se deu através de uma forma de aprendizado baseado em conceitos, e não em softwares.

via Palestra “Design & Software Livre na Prática” | AGNI.ART.

Design com Software Livre: uma utopia?

No dia 28/07/2012 tive o prazer de participar do debate Design com Software Livre: uma utopia?, que fez parte do último dia de atividades do 13º Fórum Internacional Software Livre, que aconteceu no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre. Além de mim, participaram da mesa algumas feras como Aurélio Heckert, Fabianne Balvedi, João S.O. Bueno, Luciano Lourenço, Rodrigo Gonzatto e Guilherme Razgriz.

via Agni.Art: Design com Software Livre: uma utopia?

Orgasim: experimentos em cognição corporificada

Comecei a construir um simulador em Processing para testar a cognição corporificada que defendo no meu livro Design sem Designer. Sem representações ou ginástica mental e apenas implementando affordances no sistema, esse robô está acoplado estruturalmente ao ambiente e seu comportamento de perceber-vaguear-desviar-lembrar-esquecer chega a ser surpreendente. É melhor do que tudo que já fiz utilizando computações simbólicas com Lego Mindstorms, por exemplo.

No histórico desse acoplamento, o robô aprende a desviar dos obstáculos oscilando entre a irresponsabilidade e a cautela por meio de uma única função que articula tempo de vida, o nível de stress do organismo e o próprio histórico das interações no ambiente. Não há imagens mentais do ambiente, não há memória explícita (o robô não lembra nem sabe onde estão os obstáculos que não vê, mas aprende sobre a “natureza” deles em relação ao seu próprio corpo e suas ações efetivas) nem é possível descrever o estado do organismo sem considerar o meio. Em pouquíssimo tempo o sistema atinge o equilíbrio e o robô simplesmente não colide mais. O comportamento do bicho é efetivamente “emergente”.

Meu objetivo é começar a oferecer métodos alternativos de pesquisa com usuários em interação humano-computador para quem não aguenta mais esse design mentalista.

Metamáquina

A Metamáquina é a primeira fabricante brasileira de impressoras 3D de baixo custo. Somos uma empresa comprometida com a disseminação do conhecimento: todas as nossas máquinas são operadas por software livre e baseadas em hardware aberto, isto é, todos os arquivos de projeto estão disponíveis para serem modificados e reproduzidos. Melhor: nossas impressoras 3D são baseadas nos designs criados por uma comunidade mundial de indivíduos, instituições acadêmicas e empresas.

via Metamáquina – Impressora 3D.

Diferenças entre aberto e livre

Escrevi um artigo em inglês sobre a diferença, mas acho que ficou mais clara a diferença no livro colaborativo que escrevemos:

plano_aberto

O plano aberto começa com uma pergunta. Pode
não se saber exatamente onde se quer chegar com
o plano. O plano em si é desenvolvido em sua
execução. A pergunta não é direcionada a algo ou
alguém, é uma pergunta aberta. Qualquer pessoa
pode respondê-la, porém, a pergunta inicial deve
ser respondida, mesmo que sejam muitas as
respostas. O importante para o plano aberto é que
o resultado do plano sirva aos vários fins. A Ciência
trabalha com esse tipo de plano.

plano_livre

O plano livre começa pelo fim, ou melhor, pelos
fins. Pelos fins atingidos por outros projetos, pela
reação às limitações impostas por eles, por suas
falhas e frustrações. É uma espécie de trabalho
terapêutico onde as intenções são repensadas
constantemente. O meio é fundamental, pois não há
fim para o plano livre. O plano é continuar sempre,
sem objetivos definidos. Ao invés de fins, o
resultado de um plano livre são vários começos,
vários outros planos que surgem a partir deste.
Planos que, por sua vez, podem ser fechados,
abertos ou livres.

Livro Design Livre.

O papel do design-thinker

A big claim from the Free Design movement is to liberate design from the designer. Design must be know and practiced by everyone, even for whom who didn’t have any formal training on it. This doesn’t means that there are no role for professional designers. Experts will be needed even more when people start figuring out the usefulness of design process. Then, designers can finally focus on what they are really good at: not on attractive products, but on creative process.

via Designer’s role in a Free Design world – Frederick van Amstel.